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Como tornar o seu conteúdo mais interessante para o jornalista?

Conseguir que um veículo de comunicação ou um(a) jornalista se interesse pelo seu conteúdo pode parecer um ‘bicho de sete cabeças’. Mas, na verdade, é mais simples do que parece. O(A) jornalista, todos os dias, procura por histórias que possam impactar o público de alguma forma. Então, é preciso ter em mente que ele(a), às vezes, não se interessa pelo seu conteúdo porque talvez realmente não seja interessante para aquele meio de comunicação.

 

Veja, a seguir, três dicas de como tornar o seu conteúdo mais interessante:

1 – Transforme seu conteúdo em algo pessoal

Você lançou um novo projeto e já tem algumas pessoas que participaram e aprovaram? Conte a história delas! O público gosta de se conectar. Uma história de vida e superação desperta o interesse e atenção mais do que apenas a parte técnica.

Storytelling tem poder! O termo em inglês que significa “ato de contar história” define a técnica de narrar fatos como se fossem histórias. Na hora de divulgar seu novo projeto enfatize a narração e a descrição para despertar um sentimento de proximidade, para que o público se identifique com a história.

2- Mostre o seu diferencial

Todos os dias os(as) jornalistas recebem milhares de e-mails com conteúdos diversos. Desde o assunto da mensagem deixe claro qual o diferencial do seu projeto. O título é o maior atrativo para fazer o(a) jornalista saber mais sobre a sua história e querer contá-la para o mundo. Se estiver com dúvida mostre seu título para outra pessoa e pergunte se ela se interessaria em ler mais sobre o tema.

3- Saiba com quem você quer falar

Lembre-se que você está contando sobre seu novo projeto para um veículo de comunicação e não para um grupo de acionistas. O(A) jornalista gosta de uma linguagem mais simples e leve. Evite usar termos muito técnicos que possam confundir a cabeça do(a) profissional. Lembre-se também que não adianta enviar um material sobre educação para um(a) jornalista que só faz matérias sobre esportes. É preciso direcionar para o setor correto.

Agora que você chegou até aqui, o que acha de comparar os dois exemplos a seguir e tentar identificar qual conteúdo o(a) jornalista pode ou não se interessar?

Exemplo 1

Adolescentes de Brasília participam de programa de mentoria de Harvard
As jovens Bruna da Silva Pereira e Mirian Raquel Castro Ferreira, alunas do Colégio Sigma, de Brasília (DF), foram selecionadas para o programa MLAB – Mentoring and Language Acquisition in Brazil (Mentoria e Aquisição de Linguagem no Brasil) de Harvard. As estudantes fazem parte de um grupo de 14 alunos de ensino médio de todo o Brasil com alto potencial acadêmico e bolsistas em escolas particulares, que receberão orientações de alunos de uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior do mundo para aprimorar habilidades fundamentais no processo de seleção (application) para as universidades nos Estados Unidos.

Exemplo 2

Programa de mentoria de Harvard
A universidade americana de Harvard selecionou 14 jovens brasileiros com alto desempenho acadêmico e bolsistas de escolas particulares, para o programa MLAB – Mentoring and Language Acquisition in Brazil (Mentoria e Aquisição de Linguagem no Brasil). Pelo programa, alunos do ensino médio que se destacam não apenas no meio acadêmico, mas que tenham participação ativa na comunidade e estejam engajados em projetos sociais, recebem mentoria online de alunos de Harvard. Entre as habilidades que serão trabalhadas estão: proficiência na língua inglesa, desenvolvimento da confiança e do pensamento crítico, habilidades importantes para participar de um processo seletivo para universidades no exterior.

Mas qual dos dois conteúdos é mais interessante para jornalistas?

Como você pode notar, o “exemplo 1” é o que mais provavelmente o(a) jornalista irá demonstrar mais interesse e decidir por contar aquele fato para o público. A nota trouxe informações mais “enxutas” sobre o projeto, mas como mostra o diferencial chamativo desde o título, ela conectou o público com as história das jovens que estão participando e apresentou uma linguagem mais leve e de fácil entendimento. É por isso que o(a) jornalista busca quando está a procura de novas histórias.

A primeira nota, trabalhada na imprensa pela assessoria, trouxe muito sucesso para o cliente, que conseguiu ter sua marca e seu nome lembrados em diversos meios. Um dos maiores veículos de comunicação de Brasília publicou uma matéria contando a história das alunas.

O “exemplo 2” não é um texto ruim. Mas não é um texto com o qual o(a) jornalista se interessaria para divulgar. A nota seria ideal para uma reunião de pais e professores para apresentar a nova parceria que a escola fechou com a Universidade Harvard. A nota cita que alguns alunos foram selecionados, mas quem são eles? E a linguagem utilizada é mais técnica, mostrando o que os jovens irão receber ao participarem.

Fazer um(a) jornalista se interessar pelo seu projeto ou pela sua história não é difícil. Basta lembrar que você está se comunicando com pessoas e você não pode imaginar o seu espectador como alguém sem personalidade.

Autora: Fernanda Nalon