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Preparado para se relacionar diretamente com seus públicos?

Houve uma época logo ali atrás em que tudo era planejado para um público médio, rasamente conhecido e categorizado em algumas particularidades. Também eram escassas as ferramentas disponíveis para alcançar essa audiência de massa. Em geral, o contato das organizações com seu público necessariamente passava por intermediários como veículos de comunicação e mídias externas.

Hoje a realidade é que tudo mudou de lugar e ganhou complexidade, mas também oportunidades. O público multiplicou-se, pois se deixou de olhar somente para consumidores para se relacionar também com colaboradores, acionistas, governos, influenciadores, organizações sociais, comunidades vizinhas, universidades, formadores de opinião, etc. Ele também não é mais dividido em homens, mulheres, idosos, crianças, pobres, ricos, modernos ou tradicionalistas. Sabe-se tanto das pessoas e de seus comportamentos e hábitos que categorizá-los se tornou uma missão de softwares superdesenvolvidos. De tão numerosos, traçar padrões não é mais possível à limitada mente humana.

Agora, identificam-se infinitas plataformas de comunicação, cujo interesse prioritário em uma não necessariamente anula a ação em outra. Afinal, quem não assiste TV comentando nas redes sociais? Mídias tradicionais vão sendo chamadas de acessórias, enquanto as mais novas ainda não são totalmente confiáveis, por isso elas se complementam em estratégias e planejamentos.

Tais ferramentas vão diminuindo a relevância dos intermediários até ao ponto de, em muitos casos, eliminá-los. Deixa-se de buscar a massa para ganhar a atenção de quem realmente interessa para um aumento nas taxas de conversão. E a medida que toda empresa se torna potencialmente produtora de conteúdo, ganhar essa atenção não é tarefa simples, mas um grande desafio que pressupõe diálogo.

Não tem mais volta, a sociedade foi empoderada. Ela quer dialogar e não somente ouvir. Daí o desafio das organizações entregarem uma comunicação hipersegmentada, especificamente direcionada para pessoas que se relacionam em torno de interesses, gostos, valores e aptidões, e que podem se identificar mais com empresas que abraçam propósitos simpáticos a elas.

Não é à toa que cada vez mais marcas buscam causas para adotar como suas, dispondo já de consultorias especializadas que as ajudam nisso. Essas organizações têm apresentado desempenho até cinco vezes melhor no mercado em que atuam, segundo pesquisas, porque no cenário atual mais colaborativo, as pessoas ligam-se mais a organizações que se colocam como agentes de transformação e propõem disseminar valores para a construção de um mundo melhor.

Portanto, continuar baseando a comunicação somente no que a empresa quer falar, com pouca transparência de seus atos reais e até um descolamento entre discurso e prática mostra-se ineficiente, senão prejudicial. É preciso ouvir mais e entregar o que o receptor busca para engajá-lo. Contar histórias, em formatos diversos, é a bola da vez. E nessa construção o cuidado fundamental é criar pontes e não muros. Antes de tudo, é preciso humildade para se despir das coisas que eram conhecidas tempos atrás, mas que podem estar diferentes nos dias atuais, pois interesses se alternam e muito conforme gerações e contextos, e não é fácil engajar quem não é compreendido.

Denise Klein – diretora da Tríade Comunicação

(27) 9-9253-6191

deniseklein@triadecomunicacao.com.br